26/07/2016

O Reencontro (Boda de Sangue)



Venha para o meu castelo 
quero lhe mostrar meu mundo 
somente ali eu te revelarei,
o meu lado mais profundo. 

Foste paixão que a fatalidade
sem dó arrancou de mim, 
num  passado longínquo, 
nosso destino quis assim.

Por perder-te  meu amor 
praguejei contra o Criador 
amaldiçoado por meu ódio 
vaguei pela terra errante. 

Habitei castelos sombrios 
esgotos fétidos e escuros, 
procurava meu alimento
nos lugares mais obscuros.

Pousei sobre  beirais e muros 
invadi quartos de donzelas 
tomei corpos, suguei sangue 
  e assim, causei dor e  mazelas.

Mas, tudo que fiz foi em vão  
encontrava o pão e o vinho 
mas jamais encontrei tua alma
 e segui solitário pelo caminho.

Desta vez, não deixarei 
que o infortúnio te leve, 
prefiro uma estaca no peito 
para que meu fim seja breve.

Estás aqui em meus braços 
neste beijo envolvente, 
sorverei seu doce néctar
não hesitarei novamente.

Há nesse seu lindo corpo
 a botella do melhor vinho,
requintado e saboroso
da melhor casta já vista.

Satisfará o meu paladar
revivendo a libido perdida
saciando minha sede secular 
há muito tempo adormecida.

Muitas noites venturosas  
uma após a outra virão,  
pelejas intensas de amor 
plenas de desejo e ardor. 

Reconquistarei o paraíso, 
serei seu amo e protetor.
Precisei viver muito tempo    
mas,  te reencontrei....amor!


© Valter Montani
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