22/02/2016

Aprendizado


APRENDIZADO

Era uma vez eu num bar solitário
tendo a chuva como alcoviteira
sob os olhares de candelabros
empunhava a caneta companheira.

O som da música abrandava
a amargura em meu coração
os pingos descompassados da chuva,
se confundiam com a canção.

Através das cortinas de plástico
observava imagens distorcidas
das desilusões que se passavam
naquele momento da minha vida.

Mas, não pensava estar derrotado
não queria ser um mero perdedor
é certo que a vida não é somente alegria
mas não seria eu, um prisioneiro da dor.

Quem pena aprende e obtém sua recompensa
nunca subestimarei alguém que padeça.
Pois, nã há nada que na vida nos aconteça,
sem que a gente escolha ou realmente mereça.

Portanto, se sofri... hoje não mais importa
Paciência, conservei em meu coração o amor.
Afinal,  se derrotado no passado distante,
posso ser no presente um grande vencedor.

Jamais interrompi minha caminhada
por mais espinhos que me arranharam
nem abaixei a cabeça para ninguém
em especial  àqueles que me feriram.

Hoje sei: minha felicidade depende de mim
Não fico esperando que alguém a proporcione
Sigo em frente sem ter medo de nada
Agora reconheço qual o sentido da jornada.

©Valter Montani



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