21/11/2013

Destaque do mês: Janaina Cruz

Biografia: Janaina Cruz escreve desde os 12 anos de idade, de lá para cá ganhou concursos de blogs e participou de algumas antologias como: Antologia Inverno, acordando sonhos da pastelaria Studios em Lisboa-PT, com o poema “O Mulato”, 1ª Antologia Literária escritos lisérgicos com o poema “Lisergia Natalina”, 4ª antologia poética da ALAF com o poema “Estio” e das antologias Voar na poesia e Recanto da poesia. A sua poesia “Valei-me” foi premiada na 2ª mostra de poesia abril para leitura edição Pedro Bandeira do Centro Cultural Banco do Nordeste. O seu conto “O último suspiro” foi um dos ganhadores do Prêmio Luso-Brasileiro Melhores Contistas de 2013. Lançou o seu 1º livro na 22ª Bienal internacional do livro de São Paulo: Mais dia menos dia, pela editora LP-books e o seu 2º livro, Dilatação e o seu 3º livro Heliotropia e o seu 4º livro A moça do sonho pelo clube de Autores. É Acadêmica correspondente da Academia de Letras e Artes de Fortaleza-ALAF, e Comendadora da Academia dos Cavaleiros de Cristóvão Colombo-ACCOL. É correspondente da ALB-Academia de Letras do Brasil/Seccional-Suíça e da mesma academia foi agraciada com a comenda Euclides da Cunha no grau de escritora imortal. Ganhou o 1º lugar no Concurso literário Prêmio Deonísio da Silva - Contos – 2013 com o conto Yan. Está cursando a faculdade de Letras na Universidade Regional do Cariri-CE. “Escrevo para exorcizar, para aceitar o passado e ir em busca de um futuro melhor. A poesia é como um balsamo precioso”.


 Tóxica
A dama vermelha em distúrbios plasmáticos, estendendo a mão, pedindo auxilio, fazendo mímicas no meu divã. Diva danosa, bem articulada, projetando-se em mim. Desejo o corpo da divina fábula, a ires dramática de luz. Sugo o suor dos seus poros, o gozo do seu sexo, lambo-lhe os pés, mesmo sujos de lama... Estamos no inferno você insiste em lembrar, enquanto rasgo as películas desse dia normal, preciso sobreviver, mas já não adianta nada, rogaram eternidades sobre nós, reajo a minha ereção tetânica te vejo garbosa sobrevivendo em silêncio. Sacrifico-te, ofereço teu sangue a um demônio qualquer ele entende as minhas urgências, e sabe que estamos perdidos, irremediavelmente perdidos. As lâminas acostumaram-se a epiderme que já não sabe sangrar, restam os arranhões que logo saram, somo covardes estamos tingindo nossos cortes com urucum, costurando-nos com ligas metálicas. As horas nos massacram, o aneurisma avisa que vai explodir, mas no exato instante em que estou entre as tuas coxas, escondendo-me, escondendo-me de tudo. São dez mil anos dentro de ti, roendo teu azar com um rato, roendo teus cabelos, teus seios, enquanto você goza... Na mesa do jantar você goza, você goza dama vermelha, segura e afrouxa a minha teia, ofegante digo: Droga, mas não consigo parar, eu não consigo parar!!!

Janaina Cruz

Meninos
Os meninos estão deitados nos trilhos do trem Eles têm pressa, eles não têm mais sonhos, Mas sonham que tudo acabe logo...
O dia está nublado, de alguma forma o céu entendeu que Aquele seria um dia de luto.
Quando chegam os cabelos da noite para enfeitar a lua careca Ouço o guizo das estrelas no ar, no ar viciante que tem o cheiro de morte.
Janaina Cruz 

 
Vermes

Sou o verme, vivo acoplado a tua pele dita humana, sou o parasita que perfura os teus ossos e te faz sentir dores 
indizíveis, alimento-me de tua angústia e escravizo-te paulatinamente...

Disfarço-me quando for preciso, preciosa natureza humana, diferente dos livros e dos ratos, tem o gosto balsâmico, o cheiro de pecados...

Tenho plena liberdade no ócio das tumbas, adormeço entre
as carnes pútridas e os sonhos desolados, conheço as palavras, eu as fiz nascer em tua boca nas horas precisas, precisa carne natureza humana...

Depois da queda o contra mão, a válvula de escape, o orgasmo.

Sou o verme, estou em teus braços, em teus traços, copulando com outros vermes, obstruindo as tuas veias, no meio de tuas rugas, sou o verme que sugou a tua  
juventude, contigo assisti a primeira e a ultima chuva e o golpe de fez desvanecer as pequenas margaridas...

Agonia, agonia em plenitude, inconsciência Freudiana, não
creio que somos a condenação  humana, paradoxalmente 
Janaina Cruz
PS.:  É como imenso prazer que nosso Blog volta a velha tradição de homenagear e destacar grandes poetisas na língua portuguesa, em especial do nosso Brasil, que conta com um infindável número de poetas e poetisas muito talentosos mas infelizmente parece que nasceram no lugar errado, já que aqui não se valoriza a poesia como acontece em especial na europa e noutros países das America latina e America do norte.
A jovem Janaina Cruz,  faz parte desta seleção de nomes da poesia nacional contemporânea que merece ser vista com olhos atentos e com o coração aberto.
Porquê este blog somente destaca as poetisas?  R. Por ser este blog, criado em homenagem às mulheres em especial,  já que a grande maioria de meus poemas é inspirado nelas.
Grato por sua visita, se puder deixe um comentário, uma critica etc., convido-lhe também a ler meus poemas, eles estão dispostos no menu logo abaixo.
 Saudações Poéticas!
Valter  Montani
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