13/01/2012

Gótica

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Gótica


Naquele remoto tempo,
eu andava muito vazio
era apenas um galho
preso na curva do rio.

Eu,  já bem que sabia
que o amor me curava
mas, ainda não entendia
como a paixão viciava.

Que, como uma droga
era preciso muito mais
tudo de maneira intensa
 não cair em abstinência.

Se expunha o meu amor,
você nunca levava a sério
 apreciavas mais as tumbas
e passeios pelo cemitério.

Vestia-se toda de preto
como expiasse luto eterno
mas, eu enxergava beleza
atrás dos olhos tão ternos.

Sua pintura era tão
expressiva
piercings espalhados no corpo
lá expostos, de forma
agressiva
mas, eu achava que eras o oposto.

Procurava algo que lhe impedia
de libertar os seus sentimentos
via um disfarce que lhe protegia,

  acobertando seus reais tormentos.

Então, eu mergulhei sem pensar
entorpecido caminhei em seu mundo 

 esperançoso de um dia lhe conquistar
ter seu amor, do modo mais profundo.

Mas isso tudo foi uma grande tolice
que
aos poucos, morreu com o tempo.
Acenda então uma vela para o amor
que devagar entregou-se ao desalento.

Mas tudo serviu-me de grande lição
para jamais o clássico erro repetir:
Amar alguém fazendo imposição
tentando em seu destino interferir.

Alguém somente muda, se quiser.
Cabe-nos apenas aceitar ou não,
 temos que respeitar seus desejos
ou então, navegar noutra direção.

Hoje, sinto-me muito mais liberto
e resolvido no quesito sentimento.
Agradeço a quem me fez aprender,
   amar e aceitar, sem impor sofrimento.

©Valter Montani 
*imagem encontrada sem autoria, qualquer problema favor entrar em contato
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