02/07/2010

Poesias de Gustavo Adolfo Becquer poeta Espanhol


 Gustavo Adolfo Bécquer

      - Gustavo Adolfo Domínguez Bastida -
       (España, 1836-1870)
 Amigos, acabei de  conhecer atraves de meu sobrinho Diego o poeta espanhol: Gustavo Adolfo Becquer (http://es.wikipedia.org/wiki/Gustavo_Adolfo_Bécquer), e fiquei encantado com seu trabalho, me identifiquei muito. Abaixo duas poesias em espanhol e portugues, espero que gostem tanto quanto eu gostei. bjs

Foram extraidas do link: http://www.los-poetas.com/a/beq1.htm#RIMA VII, onde ha muitas outras.


RIMA VII Espanhol

Del salón en el ángulo oscuro, 
de su dueña tal vez olvidada, 
silenciosa y cubierta de polvo 
veíase el arpa. 

¡Cuánta nota dormía en sus cuerdas 
como el pájaro duerme en las ramas, 
esperando la mano de nieve 
que sabe arrancarlas! 

¡Ay! pensé; ¡cuántas veces el genio 
así duerme en el fondo del alma, 
y una voz, como Lázaro, espera 
que le diga: «¡Levántate y anda!».


Rima VII Portugues


Do salão no ângulo escuro,
de seu dono talvez esquecida,
silenciosa e coberta de pó
vía-se a arpa.


Quanta nota dormía em suas cordas
como o pássaro dorme nas ramas,
esperando a mão de neve,
que sabe arrancá-las!


Ah! Pensei; quantas vezes o genio
assim dorme no fundo da alma,
e uma voz, como Lázaro, espera
que lhe diga: ''Levánta-te e anda!''.


Rima IV Espanhol

No digáis que, agotado su tesoro, 
de asuntos falta, enmudeció la lira; 
podrá no haber poetas; pero siempre 
habrá poesía. 

Mientras las ondas de la luz al beso 
palpiten encendidas, 
mientras el sol las desgarradas nubes 
de fuego y oro vista, 
mientras el aire en su regazo lleve 
perfumes y armonías, 
mientras haya en el mundo primavera, 
¡habrá poesía! 

Mientras la ciencia a descubrir no alcance 
las fuentes de la vida, 
y en el mar o en el cielo haya un abismo 
que al cálculo resista, 
mientras la humanidad siempre avanzando 
no sepa a dó camina, 
mientras haya un misterio para el hombre, 
¡habrá poesía! 

Mientras se sienta que se ríe el alma, 
sin que los labios rían; 
mientras se llore, sin que el llanto acuda 
a nublar la pupila; 
mientras el corazón y la cabeza 
batallando prosigan, 
mientras haya esperanzas y recuerdos, 
¡habrá poesía! 

Mientras haya unos ojos que reflejen 
los ojos que los miran, 
mientras responda el labio suspirando 
al labio que suspira, 
mientras sentirse puedan en un beso 
dos almas confundidas, 
mientras exista una mujer hermosa, 
¡habrá poesía!


Rima IV Portugues

Não digais que esgotado seu tesouro,
de assuntos falta, emudeceu a lira;
poderá não haver poetas; mas sempre
haverá poesia.

Enquanto as ondas da luz ao beijo
palpitem acesas,
enquanto o sol as desgarradas nuvens
de fogo e ouro vista,
enquanto o ar em seu regaço leve
perfumes e harmonias,
enquanto haja no mundo primavera,
haverá poesia!

Enquanto a ciência a descobrir não alcance
as fontes da vida,
e no mar ou no céu haja um abismo
que ao cálculo resista,
enquanto a humanidade sempre avançando
não saiba para onde caminha,
enquanto haja um mistério para o homem,
haverá poesia!

Enquanto se sinta que se ri a alma,
sem que os lábios se riam,
enquanto se chore, sem que o pranto acuda
a nublar a pupila;
enquanto o coração e a cabeça
baralhando prossigam,
enquanto haja esperanças e memórias,
haverá poesia!

Enquanto haja olhos que reflitam
outros olhos que os mirem,
enquanto responda o lábio suspirando
ao lábio que suspira,
enquanto sentir-se possam em um beijo
duas almas confundidas,
enquanto exista uma mulher formosa,
haverá poesia!

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