15/11/2009

Quero-te (saindo do fundo da gaveta)

fonte: google images

Quero-te

Hoje não quero você apenas
como quem quer um prêmio,
Quero-te sem receio nem dilemas,
doido, na madrugada, feito boêmio.

Não te quero como enfeite numa lista de conquistas,
quero-te para sempre e a perder de vista.
vamos fazer desse encontro uma grande jornada,
juntos, libertaremos nossa loucura depravada.

Em meio a entrecortadas juras sussurradas,
mãos entrelaçadas ,ora unidas, ora distanciadas,
mas sempre sintonizadas no conjunto da obra
e mãos a obra, pois o desejo se desdobra.

Quero-te como uma criança deseja um brinquedo,
Mas sempre cúmplices em nosso segredo
para que nunca haja remorso, medo ou dor,
rimando nosso ato num belo poema de amor.

Vou te explorar como faz um alpinista
que, obstinado, sobe as encostas até sumir a vista,
e mesmo sabendo dos riscos que vai correr
vai buscar na altitude mais elevada o prazer.

Valter Montani

PS.: mais um dos muitos poemas que eu guardei durante
anos no fundo da gaveta e hoje divido com os leitores do blogue
espero que gostem, foi escrito num período obscuro de minha
vida, época de muita boemia, coisas da juventude.
saudações poéticas!
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