29/03/2009

AMOR MEDIEVAL

 Amor Medieval

Mulher formosa criatura
Que habita o vale de meus pensamentos,
No fundo é o teu desejar
Apoderar-se de meus sentimentos.

Eu, cavaleiro de fina nobreza,
Sempre pronto para o bom combate
Despreparado para a esta contenda
Pois é pelo desejo que tu me abate.

Ao sentir sua doce presença
Um frio corre-me a espinha
E me acende um louco anseio,
Que sejas minha rainha.

Teus cabelos macios e perfumados
Emolduram teu rosto sedutor
Tornando-me ainda mais desejoso
De fazer-me serviçal do teu amor.

No teu corpo voluptuoso
Os seios saltam-me à vista
E aturdem ainda mais minha mente
Já dominada pelo fogo da cobiça.

Tua cintura esguia e escultural
Encaminha-me os olhos até tua generosa anca
Onde imagino minhas mãos repousadas
Como a segurar um brinquedo uma criança

E obcecado por este desejo
Sigo enfeitiçado por meu caminho
Louco por sentir o gosto do teu beijo
Ávido por ser digno do teu carinho.

Se um dia você quiser satisfazer
Estes desejos que vivo a sonhar
Venha num súbito rompante
E me faça teu vassalo sem chance de escapar.

Jogue-me na masmorra de seu castelo
Submeta-me a tortura e a dor
Mas não deixe nunca que eu morra
Sem ser agraciado pelo teu amor.

Ou então, seja ainda mais rápida
Não tenha piedade de meu coração
Introduza-lhe a espada da recusa
E liberte-me do grilhão da ilusão.
© Valter Montani
revisão de texto: Regina Azevedo

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