09/12/13

Escravo da paixão


Escravo da Paixão

Você criatura tão envolvente 
não me deu tempo de reação
lançou teus olhos subitamente
foi dominando o meu coração.

Foi numa  noite de nevoaça
que dominastes minha mente
da densa cortina de fumaça
tu surgistes na minha frente.

Aproximando-se me abraçou
teu perfume era tão inebriante
tua beleza logo impressionou
tornando-a senhora dominante.

Do meu corpo fez tua morada
meu sangue bebeu feito vinho
após a minha libido dominada
domou  o meu afeto e carinho.

Hoje, não tenho mais salvação
meu destino, já foi por traçado
seja lá qual for a sua direção,
eu seguirei sempre a teu lado.

Sou escravo da  tua vontade
desde o dia....que te conheci!
terás teu servo pela eternidade,
aos teus encantos eu sucumbi.


Valter Montani
09/12/2013
Caros amigos, leitores, parceiros e visitantes, estive ausente por um longo período, para resolver problemas pessoais e outras coisas da vida. Mas, agora estou voltando aos poucos. É claro que nosso blog não é de postagens diárias, mas eu tinha o hábito de pelo menos uma postagem semanal. Eu gostaria de aproveitar o momento de final de ano e aproximação do Natal, para desejar a todos:
 Boas Festas e que o ano de 2014 seja repleto de realizações a todos! 
meu abraço fraternal.

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02/12/13

POETA HOMENAGEADO DA SEMANA


imagem do filme: Chocolate

ANEMIA
(Karla Júlia)


Quando o vejo, o dia lá fora parece parar
Enfeito o corpo com estrelas
Pois ele me faz um poema lunar.
Meu herói, meu guerreiro
Minha outra face no espelho.

Quando o vejo
A noite se torna azul
Faço-me bonita e pinto a boca
Me perfumo in-tei-ra
Saio de laço de fita amarelo
Pensando...
Ah ! Um dia serei dele
Um dia serei dele...

E pouco importa minha anemia.
Pois meu sangue, matéria-prima para os seus versos
há tempos, feliz, lhe doei !
Sua poesia é feita de amor e de dor
Do seu, do meu, do nosso sangue
Que jorra em versos por veias profundas

Quando o vejo
Sinto-me viva
pulsando,sangrando...
Nessa taça que guarda o meu desejo
meu segredo, fruto do que sinto...
quando o vejo.

© Karla Julia
todos os direitos reservados
Espera

(Karla Julia)

Você que me espera agora,espera um pouco mais
Não vê que o medo é meu capataz?
Me deixa dormir o sono dos temerosos
Não sei andar sobre abismos.
Sangro em cálices de meias medidas
Mas nessas noites de agora sinto fragrâncias de luares
Inauguro uma dança entre sonetos, acrósticos e odes
Secretamente abro minha janela para a lua
E quando lhe digo adeus sei que errei o vocábulo
Era apenas um... até a próxima gota de orvalho
Mas quando me chama, simplesmente lhe digo
Espera, espera um pouco mais...

© Karla Julia
todos os direitos reservados

Dolcemente
(Karla Julia)


Quando o silêncio era a resposta esperada
Uma melodia surge do nada
E mais outra, e mais outra
E de repente a música se faz presente

Um novo som por mim desconhecido
Mas que consigo tocar por inteiro
Começando em dó menor
Prosseguindo num Sol bem Maior.


É você aqui, agora, tão perto,
Desvendando meus acordes
E eu, perdida em seus movimentos
Tão certos

Sussurando-lhe em pianíssmo
Amami per sempre,
Dolcemente
Io me arrendo a te.

© Karla Julia
todos os direitos reservados
Biografia: Nasci no Rio de Janeiro onde cresci e me formei
em Direito e Licenciatura em Língua francesa.
Também sou tradutora e Web Designer.
- Em minhas andanças pelo mundo afora trouxe nas bagagens
quilos de amor pela arte e cultura.
- Vocês poderão me encontrar nos meus:
www.campodeorquideas.com.br ehttp://campodeorquideasbykarla.blogspot.com/
é lá que minha alma caminha, sentindo o aroma dessas flores.

- Karla Julia.

21/11/13

Destaque do mês: Janaina Cruz

Biografia: Janaina Cruz escreve desde os 12 anos de idade, de lá para cá ganhou concursos de blogs e participou de algumas antologias como: Antologia Inverno, acordando sonhos da pastelaria Studios em Lisboa-PT, com o poema “O Mulato”, 1ª Antologia Literária escritos lisérgicos com o poema “Lisergia Natalina”, 4ª antologia poética da ALAF com o poema “Estio” e das antologias Voar na poesia e Recanto da poesia. A sua poesia “Valei-me” foi premiada na 2ª mostra de poesia abril para leitura edição Pedro Bandeira do Centro Cultural Banco do Nordeste. O seu conto “O último suspiro” foi um dos ganhadores do Prêmio Luso-Brasileiro Melhores Contistas de 2013. Lançou o seu 1º livro na 22ª Bienal internacional do livro de São Paulo: Mais dia menos dia, pela editora LP-books e o seu 2º livro, Dilatação e o seu 3º livro Heliotropia e o seu 4º livro A moça do sonho pelo clube de Autores. É Acadêmica correspondente da Academia de Letras e Artes de Fortaleza-ALAF, e Comendadora da Academia dos Cavaleiros de Cristóvão Colombo-ACCOL. É correspondente da ALB-Academia de Letras do Brasil/Seccional-Suíça e da mesma academia foi agraciada com a comenda Euclides da Cunha no grau de escritora imortal. Ganhou o 1º lugar no Concurso literário Prêmio Deonísio da Silva - Contos – 2013 com o conto Yan. Está cursando a faculdade de Letras na Universidade Regional do Cariri-CE. “Escrevo para exorcizar, para aceitar o passado e ir em busca de um futuro melhor. A poesia é como um balsamo precioso”.


 Tóxica
A dama vermelha em distúrbios plasmáticos, estendendo a mão, pedindo auxilio, fazendo mímicas no meu divã. Diva danosa, bem articulada, projetando-se em mim. Desejo o corpo da divina fábula, a ires dramática de luz. Sugo o suor dos seus poros, o gozo do seu sexo, lambo-lhe os pés, mesmo sujos de lama... Estamos no inferno você insiste em lembrar, enquanto rasgo as películas desse dia normal, preciso sobreviver, mas já não adianta nada, rogaram eternidades sobre nós, reajo a minha ereção tetânica te vejo garbosa sobrevivendo em silêncio. Sacrifico-te, ofereço teu sangue a um demônio qualquer ele entende as minhas urgências, e sabe que estamos perdidos, irremediavelmente perdidos. As lâminas acostumaram-se a epiderme que já não sabe sangrar, restam os arranhões que logo saram, somo covardes estamos tingindo nossos cortes com urucum, costurando-nos com ligas metálicas. As horas nos massacram, o aneurisma avisa que vai explodir, mas no exato instante em que estou entre as tuas coxas, escondendo-me, escondendo-me de tudo. São dez mil anos dentro de ti, roendo teu azar com um rato, roendo teus cabelos, teus seios, enquanto você goza... Na mesa do jantar você goza, você goza dama vermelha, segura e afrouxa a minha teia, ofegante digo: Droga, mas não consigo parar, eu não consigo parar!!!

Janaina Cruz

Meninos
Os meninos estão deitados nos trilhos do trem Eles têm pressa, eles não têm mais sonhos, Mas sonham que tudo acabe logo...
O dia está nublado, de alguma forma o céu entendeu que Aquele seria um dia de luto.
Quando chegam os cabelos da noite para enfeitar a lua careca Ouço o guizo das estrelas no ar, no ar viciante que tem o cheiro de morte.
Janaina Cruz 

 
Vermes

Sou o verme, vivo acoplado a tua pele dita humana, sou o parasita que perfura os teus ossos e te faz sentir dores 
indizíveis, alimento-me de tua angústia e escravizo-te paulatinamente...

Disfarço-me quando for preciso, preciosa natureza humana, diferente dos livros e dos ratos, tem o gosto balsâmico, o cheiro de pecados...

Tenho plena liberdade no ócio das tumbas, adormeço entre
as carnes pútridas e os sonhos desolados, conheço as palavras, eu as fiz nascer em tua boca nas horas precisas, precisa carne natureza humana...

Depois da queda o contra mão, a válvula de escape, o orgasmo.

Sou o verme, estou em teus braços, em teus traços, copulando com outros vermes, obstruindo as tuas veias, no meio de tuas rugas, sou o verme que sugou a tua  
juventude, contigo assisti a primeira e a ultima chuva e o golpe de fez desvanecer as pequenas margaridas...

Agonia, agonia em plenitude, inconsciência Freudiana, não
creio que somos a condenação  humana, paradoxalmente 
Janaina Cruz
PS.:  É como imenso prazer que nosso Blog volta a velha tradição de homenagear e destacar grandes poetisas na língua portuguesa, em especial do nosso Brasil, que conta com um infindável número de poetas e poetisas muito talentosos mas infelizmente parece que nasceram no lugar errado, já que aqui não se valoriza a poesia como acontece em especial na europa e noutros países das America latina e America do norte.
A jovem Janaina Cruz,  faz parte desta seleção de nomes da poesia nacional contemporânea que merece ser vista com olhos atentos e com o coração aberto.
Porquê este blog somente destaca as poetisas?  R. Por ser este blog, criado em homenagem às mulheres em especial,  já que a grande maioria de meus poemas é inspirado nelas.
Grato por sua visita, se puder deixe um comentário, uma critica etc., convido-lhe também a ler meus poemas, eles estão dispostos no menu logo abaixo.
 Saudações Poéticas!
Valter  Montani
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