26/07/16

O Reencontro (Boda de Sangue)



Venha para o meu castelo 
quero lhe mostrar meu mundo 
somente ali eu te revelarei,
o meu lado mais profundo. 

Foste paixão que a fatalidade
sem dó arrancou de mim, 
num  passado longínquo, 
nosso destino quis assim.

Por perder-te  meu amor 
praguejei contra o Criador 
amaldiçoado por meu ódio 
vaguei pela terra errante. 

Habitei castelos sombrios 
esgotos fétidos e escuros, 
procurava meu alimento
nos lugares mais obscuros.

Pousei sobre  beirais e muros 
invadi quartos de donzelas 
tomei corpos, suguei sangue 
  e assim, causei dor e  mazelas.

Mas, tudo que fiz foi em vão  
encontrava o pão e o vinho 
mas jamais encontrei tua alma
 e segui solitário pelo caminho.

Desta vez, não deixarei 
que o infortúnio te leve, 
prefiro uma estaca no peito 
para que meu fim seja breve.

Estás aqui em meus braços 
neste beijo envolvente, 
sorverei seu doce néctar
não hesitarei novamente.

Há nesse seu lindo corpo
 a botella do melhor vinho,
requintado e saboroso
da melhor casta já vista.

Satisfará o meu paladar
revivendo a libido perdida
saciando minha sede secular 
há muito tempo adormecida.

Muitas noites venturosas  
uma após a outra virão,  
pelejas intensas de amor 
plenas de desejo e ardor. 

Reconquistarei o paraíso, 
serei seu amo e protetor.
Precisei viver muito tempo    
mas,  te reencontrei....amor!


© Valter Montani
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25/07/16

Las palabras - Pablo Neruda


Las palabras (Gosto muito!)

…Todo lo que usted quiera, sí señor, pero son las palabras las que cantan, las que suben y bajan… Me prosterno ante ellas… Las amo, las adhiero, las persigo, las muerdo, las derrito… Amo tanto las palabras… Las inesperadas… Las que glotonamente se esperan, se acechan, hasta que de pronto caen… Vocablos amados… Brillan como perlas de colores, saltan como platinados peces, son espuma, hilo, metal, rocío… Persigo algunas palabras… Son tan hermosas que las quiero poner todas en mi poema… Las agarro al vuelo, cuando van zumbando, y las atrapo, las limpio, las pelo, me preparo frente al plato, las siento cristalinas, vibrantes ebúrneas, vegetales, aceitosas, como frutas, como algas, como ágatas, como aceitunas… Y entonces las revuelvo, las agito, me las bebo, me las zampo, las trituro, las emperejilo, las liberto… Las dejo como estalactitas en mi poema, como pedacitos de madera bruñida, como carbón, como restos de naufragio, regalos de la ola… Todo está en la palabra… Una idea entera se cambia porque una palabra se trasladó de sitio, o porque otra se sentó como una reinita adentro de una frase que no la esperaba y que le obedeció. Tienen sombra, transparencia, peso, plumas, pelos, tienen de todo lo que se les fue agregando de tanto rodar por el río, de tanto transmigrar de patria, de tanto ser raíces… Son antiquísimas y recientísimas… Viven en el féretro escondido y en la flor apenas comenzada… Que buen idioma el mío, que buena lengua heredamos de los conquistadores torvos… Éstos andaban a zancadas por las tremendas cordilleras, por las Américas encrespadas, buscando patatas, butifarras, frijolitos, tabaco negro, oro, maíz, huevos fritos, con aquel apetito voraz que nunca más se ha visto en el mundo… Todo se lo tragaban, con religiones, pirámides, tribus, idolatrías iguales a las que ellos traían en sus grandes bolsas… Por donde pasaban quedaba arrasada la tierra… Pero a los bárbaros se les caían de la tierra de las barbas, de las herraduras, como piedrecitas, las palabras luminosas que se quedaron aquí resplandecientes… el idioma. Salimos perdiendo… Salimos ganando… Se llevaron el oro y nos dejaron el oro… Se lo llevaron todo y nos dejaron todo… Nos dejaron las palabras. 


Pablo Neruda 
De Confieso que he vivido 

13/07/16

Boneca de porcelana

Google imagens

Boneca de Porcelana



Esculpida pelas mãos do desejo

Bonequinha linda de porcelana,

Seu olhar inspira-me a malícia

Sua boca me atiça o fogo da cobiça.


Seu corpo tem o tamanho

E o formato de uma paixão,

Que me corrompe a mente

De forma cruel e intermitente.


Em meu pensar és uma obra de arte

Que em palavras não há como mostrar

Pois mal conseguem explicar o que vejo

Nem expressam tudo aquilo o que sinto.


Mas tenha certeza que na mente

Já pintei uma lindíssima aquarela

Onde está expressa de forma singela

Sua silhueta feminina, sensual e bela.


© Valter Montani
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04/07/16

Mulher e flor (imagem & poesia)


Enquanto houver
Mulher e flor
haverá magia,ardor,
o encanto e a poesia,
perfume,desejo e amor! 
Valter Montani

com essa linda fotografia de Débora Grandino, clicada por Luiz Gustavo
(clique nos nomes para conhecer mais) 
inicio uma série de postagens com a temática "Mulher e Flor" 
espero que apreciem. saudações!
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16/06/16

20 poemas de amor y una canción desesperada



Cuerpo de mujer, blancas colinas, muslos blancos, 
te pareces al mundo en tu actitud de entrega. 
Mi cuerpo de labriego salvaje te socava 
y hace saltar el hijo del fondo de la tierra. 

Fui solo como un túnel. De mí huían los pájaros 
y en mí la noche entraba su invasión poderosa. 
Para sobrevivirme te forjé como un arma, 
como una flecha en mi arco, como una piedra en mi honda. 

Pero cae la hora de la venganza, y te amo. 
Cuerpo de piel, de musgo, de leche ávida y firme. 
Ah los vasos del pecho! Ah los ojos de ausencia! 
Ah las rosas del pubis! Ah tu voz lenta y triste! 

Cuerpo de mujer mía, persistiré en tu gracia. 
Mi sed, mi ansia sin límite, mi camino indeciso! 
Oscuros cauces donde la sed eterna sigue, 
y la fatiga sigue, y el dolor infinito.

03/06/16

Inspiração



Na penumbra da noite,
uma mulher provocante
flutua seu belo corpo no ar.

Observando o sensual bailar
eu obtenho o combustível
para meu coração acelerar.

É no bombear desta máquina
que o meu sangue arejará
levando vida através do corpo.

E, através do mesmo sangue
para  dentro de meu cérebro
desejos também transportará.

A mulher  sem a menor dúvida,
habita e alimenta os meus sonhos
inquietante impulsiona-me a criar.


©Valter Montani
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02/06/16

Serenata



"Quando vejo teu belo rosto na janela
recebendo a luz do luar de prata,
bate forte meu coração no peito
revelando meu amor em serenata!"

Valter Montani
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05/05/16

Palavras soltas


Palavras Soltas

No amanhecer de meu corpo
recebo a intensidade matutina
a sentir o perfume que inebria
e o sabor que na boca impregna.

Encontro então palavras soltas
para descrever a minha gratidão
a existência da alma feminina,
e os versos surgem da emoção.

Tolo seria se não soubesse,
que sem ela jamais viveria
sequer aqui,  poderia eu estar
a demonstrar minha alegria.

Sou cavaleiro da ordem de Maria
não detenho o saber de Hermes,
amigo e protegido por feiticeiras
  apenas derramo minhas fantasias.
Cumpro apenas  a minha sina
de cantar a todos essa devoção
por tudo aquilo que me fascina
e preenche de luz meu coração.


Valter Montani

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